Após a saída inesperada do Barcelona, o Paris Saint-Germain foi o time escolhido por Messi para seguir a sua carreira. O atacante desembarcou na capital francesa no início dessa terça-feira (10), agitando o mercado da bola, a torcida parisiense e parando a internet.

O argentino assinou um contrato de duas temporadas, tendo seus vencimentos anuais na casa dos 35 milhões de euros (R$ 214 milhões) líquidos, com bônus incluídos. Neymar, seu antigo companheiro na Espanha, ofereceu a camisa 10, mas Messi vai ficar com a camisa 30. Esse número é especial para Lionel, pois foi com essa camisa que ele estreou no time profissional do Barcelona.

A contratação do atacante 6x melhor do mundo é, sem dúvidas, a maior de todos os tempos. Não por valores, afinal chegou de graça no time, mas sim no impacto desportivo. O clube sempre teve como grande objetivo se tornar uma potência europeia, vencendo a tão sonhada Champions League.

Altos Investimentos
O PSG vem de grandes investimentos desde 2011, quando o clube foi comprado pela Qatar Sports Investiments, fundo ligado ao governo catari. O clube pagou por exemplo 222 milhões de euros por Neymar. Estimasse que a soma dos gastos em reforços nessa última década chegou a mais de 1,5 bilhão de euros, segundo documentos vazados pela Football Leaks. É verdade que o time se tornou soberano na França, tendo conquistado todos os títulos nacionais, possuindo em seu plantel ao longo das temporadas grandes estrelas, como Ibrahimovic, Canvani e Beckham. Mas apesar de tudo isso, acumulou fracassos na Champions League. O melhor resultado foi em 2020, quando chegou na final e perdeu para o Bayern de Munique por 1 a 0.

Mas Messi é apenas a cereja do bolo. O PSG se preparou bem na última janela de transferência e contratou o goleiro Donnarumma (Milan), o meia Wijnaldum (Liverpool), o lateral direito Hakimi (Inter de Milão) e o zagueiro Sergio Ramos (Real Madrid). Esses reforços se juntam com outros craques que já estão no time, como Marquinhos, Marco Verratti e Di Maria.

Sergio Ramos com a camisa do PSG

Como escalar um trio de camisas 10
O melhor é o novo trio de ofensivo. Messi se junta a Mbappé e Neymar, prometendo ser um dos ataques mais mortais dos últimos tempos. Uma curiosidade sobre eles é que os três são os camisas 10 de suas seleções. Ter eles no elenco oferecem inúmeras variações táticas ao técnico Mauricio Pochettino.

Em uma configuração de 4-3-3, Messi poderia jogar na ponta-direita, com Neymar na ponta-esquerda e Mbappé como centroavante. Outra possibilidade seria jogar no 4-2-3-1, tendo Messi como um meia de criação, jogando atrás do centroavante (Mbappé ou Icardi), tendo pelos lados Neymar e Di Maria (ou Mbappé, dependendo de quem for o centroavante). Uma possibilidade que é possível ser usada em algum momento é o Messi como um “falso 9”, sendo usado como atacante de referência, abrindo os lados para que os outros dois usem e abusem da velocidade. O entrosamento existente entre Messi e Neymar, dentro e fora de campo, podem ajudar a acelerar essas variações durante a partida.

Expectativa
As expectativas em cima de um super time são grandes. Já vimos montagens de elencos estrelados darem errados, como foi o caso dos Galácticos do Real Madrid no início dos anos 2000. Mas o fato é: ninguém espera nada menos que uma Champions League. Ganhar a Ligue 1 (Campeonato Francês) é o mínimo que se espera com a subida de patamar do PSG. Estamos todos ansiosos para ver como vai ser o argentino jogando fora de Barcelona e reeditando dupla com Neymar. No final das contas quem sai ganhando somos nós, apaixonados por futebol.

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